Monday, September 28, 2015

A Convocação para o Monte Tabor


Cenas do Nepal.
Homens carregam alimento para
 seus cabritos em cestos nas costas
Meninas carregam pesos enormes a
longas distâncias.
Trazem o produto do campo
 para a cidade. Até mesmo
 materiais de construção.

Uma parada na estrada.
Aqui vendem peixes secos.
Uma iguaria direto do rio que corre atrás.
O banheiro aqui é um desafio.
O famoso buraco no chão.
Visita à Vila de Horka-Nepal
Eu estou no meio. 






Preparando nosso almoço
























Moradia na Vila de Gorka
As vacas, sagradas para o hinduísmo.




Dia 25 de abril de 2014.
Iniciando uma rotina de oração, no primeiro dia anotei o Livro de Joel 2.28-32 – “E depois disso derramarei do meu Espírito sobre todos os povos ...”
Enquanto orava em línguas o Espírito do Senhor falou em minha boca: “ Leva-me ao Monte Tabor”. Na verdade, eu pensei: “Preferia pedir ao Senhor que me levasse ao Monte da Transfiguração”.
Imediatamente quis saber mais sobre o Monte Tabor. Hoje ele se chama Har Tavor. Está localizado na baixa Galiléia, no final leste do Vale de Jezreel.
Duas mulheres, Débora e Jael, derrotaram nele os cananitas que já prevaleciam há 20 anos contra Israel. Barak lutou sob a liderança de Débora, juíza em Israel, contra Jabin (comandado por Sísera), povo cananita. Em Juízes 4.6 consta que o Tabor foi o local do ajuntamento para a guerra.
Tabor também é conhecido como “Monte da Transfiguração”. Glória a Deus! É mencionado em  Mateus 17; 2 Pedro 1.16-18; Marcos 9.2-9; e Lucas 9.28-37.
Esse monte foi palco de muitas guerras ao longo dos vários períodos da história. Guerras aconteceram durante o período Bizantino no quarto século; depois durante o período Árabe em 947; durante as Cruzadas Cristãs; em 1799 durante o tempo de Napoleão Bonaparte e também em 1948 houve guerra no Monte.
Hoje ele é ocupado por dois monastérios: católico e ortodoxo. A Igreja Católica construiu a Igreja da Transfiguração e a Ortodoxa, dedicou um templo a Elias.
O vale do Megido fica no Vale de Jezreel (O Tabor também). Gideão venceu nesse Vale. Neste local acontecerá a batalha final do Armagedom (nome derivado de Megido).

Jezabel foi morta por Jeú em Jezreel. Mas ainda sobrou dela o crânio, as mãos e os pés (2 Reis 9.1-10). Algo da estrutura, algo de suas obras e algo de seu poder de pisar caracterizado pelos pés, ainda sobrou; mas ao final será destruída por completo.





Thursday, August 13, 2015

O Reino em Parábolas



Casamento na India
A Parábola do Semeador
Mateus 13
Parte da Semente caiu à beira do caminho. Não foi semeada, o lugar era impróprio, despreparado para receber a semente. As “aves” (demônios) vieram e a comeram. “Lugar errado”.
A segunda parte das sementes caiu em terreno pedregoso. “Um lugar ruim”, sujo, cheio de pedras, com pouca terra, não foi preparado e limpo para a semeadura.
A terceira parte das sementes caiu entre os espinhos. “Um lugar inóspito”, agressivo contra a semente que foi assim, sufocada, não teve como respirar e viver.
A quarta parte caiu em boa terra e deu boa colheita, começando com 30 e subindo para 60 e 100 por cento.
Os discípulos perguntaram a Jesus porque ele só falava em parábolas e ele responde: “A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles, não”. “A quem tem”, ou seja, a quem tem entendimento espiritual, será dado. Isto significa que esse vai compreender e a semente nele, dará fruto e colheita. “E este terá em grande quantidade”,porque entendimento acrescenta conhecimento e sabedoria, que preparam o terreno para ainda maior entendimento, num ciclo crescente.
“De quem não tem”, ou seja, aquele que recebe a semente da Palavra, mas não tem entendimento espiritual, não tem revelação da mesma, até o que tem – a semente que foi lançada nele – lhe será tirada; comida pelas aves; roubada pelo maligno, conforme explicou Jesus.
São quatro tipos de solo porque quatro, na Bíblia, é o número do homem. Assim aqui está representada toda a humanidade.
“Porque vendo eles, não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem. Neles se cumpre a profecia de Isaías: Ainda que estejam sempre ouvindo, vocês nunca entenderão; ainda que estejam sempre vendo, jamais perceberão”.
A diferença está entre ouvir apenas com os ouvidos naturais, ou alcançar compreensão espiritual do que está sendo dito.Eles não entendem, falta a percepção espiritual, o entendimento. Isto porque o coração da pessoa se tornou insensível. Não era insensível, mas perdeu a sensibilidade. Ouviram e viram de “má vontade”. A vontade foi contaminada através dos desejos carnais. Não tiveram mais prazer ou apetite para as coisas espirituais. Caso contrário, diz o Senhor, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos e entender com o coração – com o coração se entende; o mesmo que com o espírito se alcança o entendimento - e “eu os curaria”, diz o Senhor. “Mas felizes são os olhos de vocês que vêem e os ouvidos de vocês porque escutam (vs16)”.
Jesus, então, esclarece para eles o sentido da parábola: “Quando alguém ouve a mensagem do Reino mas não a entende, o maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração. Essa é a semente que caiu à beira do caminho.
A semente que caiu em terreno pedregoso, é o caso daquele que recebe a Palavra com alegria, mas fica só em sua alma, na sua emoção, não criando raízes profundas em seu espírito. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, logo a abandona.
A que caiu entre os espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas a preocupação desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera.
A boa terra é aquele que ouve a Palavra e a entende.
Mas, mesmo sendo a terra boa, onde a semente, ou seja, neste caso o trigo, vai brotar e frutificar, um outro problema poderá surgir. O Maligno agora usa nova estratégia. Ele também semeia; ele semeia o joio no meio do trigo; semeia confusão, porque o joio se parece com o trigo e se mistura de tal maneira que não tem como separar um do outro sem arriscar arrancar o trigo por engano.
Jesus contou sete parábolas seguidas sobre o Reino dos Céus, comparando a uma platação, um tesouro escondido, uma pescaria, para que eles entendessem.
A parábola do grão de mostarda – Agora a semente plantada é um grão de mostarda. Tem a ver com ‘o quê’ foi semeado. Uma semente muito pequena, mas com um potencial enorme. Jesus compara essa semente à nossa fé: “se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda”, já seria o suficiente. A fé tem o mesmo poder, o mesmo potencial de fazer vir à existência uma grande árvore, a partir de uma minúscula partícula.
Mas exatamente porque a Palavra é tão poderosa e cresce forte, o diabo
muda sua estratégia. Agora o Maligno não rouba a semente, não a faz secar, não a sufoca, não tenta se misturar a ela provocando confusão e engano. O Maligno agora vem “fazer seu ninho entre seus ramos”; tirar o melhor proveito da situação usar a Palavra a seu favor, como vemos que acontece na Maçonaria e em tantas outras seitas.
Por isso o Senhor acrescenta em seguida uma parábola denunciando outra estratégia do Maligno. Ele se apresenta como uma mulher que acrescenta fermento numa grande quantidade de farinha e toda a massa ficou fermentada. “Um pouco de fermento leveda toda a massa”(Gl 5.9). O fermento representa o pecado. O pecado atua, mesmo depois que a semente frutificou, brotou o trigo, foi colhido, ia virar pão para alimentar as pessoas, mas eis que entra o fermento do pecado e a massa toda se contamina e se enche de aparência, mas sem o poder de nutrir.
Sobre a parábola do joio, Jesus explicou: o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que semeia é o diabo. A colheita é o fim dessa era e os encarregados são os anjos.
Assim como o joio é colhido e lançado ao fogo, assim acontecerá no final dessa era. O Filho do Homem enviará seus anjos e eles tirarão do seu Reino tudo o que faz cair  no pecado e todos os que praticam o mal. Eles os lançarão na fornalha de fogo ardente, onde haverá choro e ranger de dentes. Jesus vai limpar seu Reino, retirar os maus e só depois, diz: “Então, os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos, ouça.”
Ele contou essas parábolas à beira-mar, próximo à sua casa em Cafarnaum. Explicou a parábola do joio para seus discípulos em casa. Daí, contou mais duas parábolas: a do tesouro escondido e da pérola de grande valor. Já não tinha a ver com sementes e colheita de trigo, porque essas são referentes à sua Palavra; à semeadura.
As duas agora, no versículo 44, falam do Reino dos Céus como um tesouro escondido num campo e uma pérola de grande valor que apontam mais propriamente para a pessoa de Jesus Cristo.
Tanto o homem que encontrou o tesouro como o negociante, estavam procurando e encontraram; ambos venderam tudo o que tinham em troca de possuir o tesouro maior.
A última parábola compara o Reino a uma rede de pesca; lançada ao mar (dos povos) que apanha todo tipo de peixe. Os pescadores guardam então os peixes bons nos cestos e atiram fora os ruins.”Assim acontecerá no fim dessa era: Os anjos virão, separarão os perversos dos justos”. De novo, Jesus reforça que os perversos serão removidos primeiro, e deixados os justos.
Quando terminou, Jesus foi de Cafarnaum para a sua cidade Nazaré, onde não realizou muitos milagres, por causa da incredulidade deles. E afirmou: “Um profeta não tem honra em sua própria casa”.
Ou seja, salvos serão os que receberam a semente da Palavra e entenderam, de tal foram que a Palavra deu frutos em suas vidas.
Mas ainda assim, há aqueles que parecem frutíferos, mas a semente deles foi falsa, foi joio e só têm a aparência de trigo. Eles se aninham, se abrigam como aves, à sombra das verdades da Palavra. Querem tirar proveito somente, e acabam funcionando como um fermento maligno que contamina toda a massa. Crescem no campo do Senhor, no meio do trigo. Mas Jesus adverte que o joio será arrancado e queimado; e que os peixes, embora venham na mesma rede, serão também separados. Haverá ceifa, separação e juízo final sobre todos e cada um.
Características do joio – Também chamado cizânia, ele tem um talo rígido que cresce há um metro de altura. É considerado uma erva daninha. Nome científico do latim temulentum, que significa bêbado. Só diferencia do trigo após a formação da espiga. Elas são pretas depois de maduras enquanto no trigo são castanhas.
O joio é frequentemente infectado por um fungo endófito produtor de toxinas e o alcalóide lolina, um inseticida isolado nessa planta. Essas toxinas podem tornar as sementes do joio venenosas e uma pequena quantidade colhida e processada junto com o trigo pode comprometer a qualidade do produto obtido. Os romanos consideravam crime se alguém semeasse o joio no meio do trigo. As raízes do joio se entrelaçam na do trigo e se tentar puxar arranca os dois juntos. Na hora de colher, tem que fazer a separação manual. O trigo verga com seus frutos enquanto o joio permanece de pé.
O diabo tenta atuar em todas as fases do processo, desde a semeadura, até o momento de usar a farinha para fazer o pão, o nosso alimento. Se Jesus é o pão sem fermento, o diabo é o pão com fermento, ou o trigo colhido com o joio. Ele tenta também vir no meio dos bons peixes, se misturando na rede de Deus. O peixe simboliza o cristão. Mas, na hora final da colheita, haverá separação.



Thursday, June 11, 2015

Visões do Apocalipse








Hoje é dia 11 de setembro de 2009, China.
Depois dos 7 dias de jejum com um número maior de pessoas, vou continuar agora consagrando as sexta-feiras. O Senhor providenciou que meu horário de aulas deixasse vaga justamente a sexta-feira. Nesse dia os muçulmanos enchem o templo e isso ficou ainda mais crítico porque estão no propósito dos 40 dias. É impressionante ver.
Nessa sexta a Zina, brasileira que está comigo aqui, também está fazendo o propósito de estar com líquido ou alguma fruta até as 16 hs. Acabo de me dar conta que, 4 horas da tarde é exatamente 12 horas depois que começam a jejuar. Eles comem as 4 horas da madrugada e depois só as 8 horas da noite.
Interessante que tenho sido acordada também, toda madrugada por volta das 4 horas. Sinto dor no estômago, com fome e, sou forçada a levantar e comer algo como eles - aproveito para orar a respeito.
Hoje o propósito foi em função das “taças de oração” em favor da China e Estratégia. Para quem não sabe, tenho trabalhado para encher 7 diferentes taças de oração,com diferentes propósitos.
A Palavra de hoje veio em Apocalipse 8. O sétimo selo e a sétima taça são iguais.
Há um silêncio de meia hora no céu; os anjos se posicionam com as 7 trombetas, prontas para tocar, mas ...
Chega um outro anjo e pega o incensário de ouro que equivale a sétima taça de Apoc.5:8.
“... E foi lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos, sobre o altar de ouro que se acha diante do trono e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.
E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto (no singular).
Então os 7 anjos, que tinham as 7 trombetas, prepararam-se para tocar”.
Compare Apocalipse 5:8, com Apocalipse 8:5 e Apocalipse 16:17 e 18.
Na abertura do sétimo selo, logo em seguida, é derramada a sétima taça, quando Jesus fala: Feito está. Sobrevieram os relâmpagos, vozes e trovões e também um grande terremoto forte e grande.
A grande cidade foi partida em três partes, possivelmente Jerusalém. Hoje já está dividida entre as três grandes religiões: cristianismo, islamismo e catolicismo.
Ao mesmo tempo caíram as cidades das nações. Talvez as capitais, ou centros de culto das três religiões ou talvez o sistema de cidades porque...
Deus julga a “Babilônia”. Há um grande abalo sísmico que provoca rebuliço nas águas que cobrem as ilhas e montes. Ao mesmo tempo houve grande chuva de pedras. Isso se parece com um fenômeno natural, um certo tipo de nuvem de gelo. E os homens blasfemaram contra Deus.
Com a sétima taça, é destruída a Grande Babilônia, cai o sistema do mundo (comercial e religioso). A primeira é a Babilônia religiosa, porque bebia o sangue dos santos, seguida da Babilônia do comércio.
A primeira é a Mulher Babilônia, que tipifica o espírito da religião; a segunda é a Cidade Babilônia, com seu sistema econômico que enriqueceu os opulentos da terra. E Deus adverte: retirai-vos dela, povo meu (Apoc. 18: 4,5). Os capítulos 17 e 18 falam da sua queda.
No capítulo 18, quando o anjo anuncia a queda da Babilônia com sua potente voz, vale a pena notar o que João diz sobre o anjo no primeiro versículo: “... tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória”.
O capítulo 19 fala das bodas do Cordeiro e sua volta à terra com a Igreja já glorificada, para lutar na guerra do Armagedom.
Apoc. 19 de 11 a 16 é uma passagens maravilhosa que finaliza dizendo sobre o cavaleiro do cavalo branco: Tem no seu manto, e na sua coxa, um nome inscrito: Rei dos Reis, Senhor dos Senhores.
Como consequência dessa batalha, Satanás é preso por mil anos (cap. 20); os santos são ressuscitados e vão reinar mil anos com Cristo. Essa é a primeira ressurreição.
Seguindo em frente, os pecadores vão se rebelar de novo contra o senhorio de Jesus Cristo, instigados por Satanás, a essa altura, solto novamente.
Satanás recebe então o seu julgamento final se juntando à besta e ao falso profeta.
Apoc. 20:11 – O trono branco. O julgamento por obras, de todos os que já viveram nessa terra.
A mortes e o inferno que vieram para o homem através do pecado, foram lançados para dentro do lago de fogo e enxôfre. Essa é a segunda e definitiva morte.
O Estado Eterno então e instaurado com a descida da Nova Jerusalém.
Apoc.22:19 – os salvos terão uma parte da árvore da vida, da cidade santa e as bênçãos descritas na Palavra.

Voltando ao capítulo 17, depois da queda da Babilônia religiosa, a besta assume o reino.
No capítulo 19:20 – A besta é derrotada, juntamente com os reis da terra (todo poder terreno), durante o Armagedom.
Capítulo 17:13,14 – diz que Jesus e a Igreja o venceram porque Jesus é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, ou seja, aquele que detém toda autoridade e poder.
Cap. 19:20 – Afirma que a besta foi atirada viva, nessa hora (após a derrota no Armagedom), no lago do fogo e enxôfre, juntamente com o falso profeta que fazia sinais e seduzia e enganava.
O capítulo 20 se inicia com Satanás sendo então acorrentado e preso por mil anos.
Apenas Satanás é solto depois dos mil anos de reinado de Cristo, por breve tempo. Mas então, é lançado definitivamente dentro do lago de fogo e enxôfre onde já estavam a besta e o falso profeta para serem atormentados pelos séculos dos séculos.
E fim da história para eles aqui.
Os vivos e mortos de todas as eras vão também ser julgados. Os que não estiverem no livro da vida vão fazer companhia a Satanás no lago de fogo onde ele já se encontra.
O capítulo 21 e o 22 é só nosso e do Senhor! Aquele (Jesus) que dá testemunho dessas cousas diz: Certamente, venho sem demora.
- Amém. Vem, Senhor Jesus !!!


Essa é a segunda parte do entendimento em Apocalipse. Hoje pela manhã acordei pensando na mensagem desse livro, e durante um período de louvor, veio um pouco mais de clareza.
Os três primeiros capítulos são as 7 cartas enviadas às 7 Igrejas. É um tipo de avaliação que Jesus faz de cada uma delas. Como foi seu desempenho, que vai promover as ações seguintes de Deus sobre a terra. A abertura dos 7 selos, o toque das 7 trombetas e o derramar das 7 taças.
Em seguida, no capítulo 4, João é arrebatado e começa a receber a visão das coisas que estão por acontecer. Primeiro ele descreve o lugar onde se encontra e, propriamente no capítulo 5 começa a revelação: ele vê um livro selado por 7 selos, que está na mão do que estava assentado no trono.
João chorava muito porque esse livro não podia ser aberto, mas então um dos anciãos diz: “Não chores: eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus 7 selos”.
Só Jesus Cristo pode pegar esse livro, escrito por dentro e por fora e selado, como se faziam com as escrituras de posse da terra, e abrir e se apropriar novamente desse planeta, resgatando toda autoridade que havia sido dada de “papel passado” para Satanás. O selo tinha a função de proteger a escritura de propriedade para que não fosse aberta e adulterada por outra pessoa e indicava autenticidade do documento.
Cap 5:6,7 – Jesus, na figura do Cordeiro - já glorificado, com seus 7 chifres do poder e 7 olhos que são os 7 espíritos - vem, toma o livro da mão direita daquele que estava sentado no trono.
 Jesus então toma esse livro das mãos dele, retoma a posse, a autoridade e, imediatamente, os 4 seres viventes e os 24 anciãos, prostram-se diante Dele em adoração, trazendo suas harpas e cada um deles traz também as taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. Toda criação adora e se regozija.
Uma vez trazidas as taças de oração começa a ação sobre a terra. Os 7 selos que fechavam o livro começam a ser abertos até que o livro fique totalmente aberto e de posse do Senhor.
Apoc. 6 – o primeiro selo rompeu o domínio de Satanás que vem no cavalo branco (imitação do cavalo branco de Jesus Cristo), trazendo um arco, símbolo de toda a humanidade que forçou a se dobrar ao seu domínio e foi lhe dada uma coroa, ou seja, o homem lhe deu a terra para reinar.
O segundo selo é o cavalo vermelho que tirou a paz da terra e trouxe a guerra, onde os homens se matam uns aos outros. Esse cavaleiro tinha também uma grande espada – “ também lhe foi dada uma grande espada”. Essa espada poderia ser uma figura para a palavra, como a espada do Espírito que é a Palavra Deus. Nesse caso ele estaria acabando com a paz na terra através de seu discurso, sua política e suas intrigas.
O terceiro selo é o cavalo preto que traz uma balança na mão e trouxe fome à terra.
O quarto selo é o cavalo amarelo e seu cavaleiro chamado Morte. Quem foi atingido por essa morte foi parar no inferno que o seguia de perto. Mata pela espada, pela fome, doenças e por meio das feras da terra (?).
O quinto selo fala da perseguição e martírio dos cristãos. Estão esperando que o Soberano Senhor vingue seu sangue e, enquanto isso, receberam suas vestiduras brancas e estão repousando, esperando pelos demais que vão ser mortos também como mártires.
O sexto selo já será o dia da ira do Cordeiro, quando o cosmos será abalado – houve grande terremoto. “ ... Porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”(6:17).
Aqui, depois do sexto selo, entra o capítulo 7 falando dos 144 mil judeus e dos remidos na grande tribulação. Ou seja, o selo de número 6 marca a grande tribulação, já que o selo anterior menciona os mártires, esperando ainda que se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles o foram (6:11).
Qual a diferença entre conservos e irmãos no texto acima? Talvez sejam servos (do Senhor) como eles, porque morreram pela causa; e seus irmãos, indicando a filiação ao mesmo pai.
Cap.7:14-17 “... são estes os que vieram da grande tribulação, lavaram suas vestiduras, e as alvejaram no sangue do Cordeiro... jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes de água da vida. E Deus enxugará dos olhos toda lágrima.”
Eles eram uma multidão que ninguém podia enumerar e vinham de todos os povos. Além das vestiduras brancas, tinham palmas em suas mãos. Vinham depois que os santos da Igreja já estavam no céu. Essa turma chegou mais tarde, mas o texto diz no versículo 15, que o Senhor estenderá, ou seja, vai acolhê-los também em seu tabernáculo e confortá-los dos sofrimentos que passaram.
Além de lavar suas vestiduras e tê-las brancas como símbolo da purificação de pecados pelo sangue de Jesus, eles também as alvejaram no sangue do Cordeiro. Para alvejar um tecido é necessário um processo mais intenso de branqueamento.
Bem, aqui chegamos à abertura do sétimo selo que marcou o silêncio no céu; talvez para que fossem ouvidas todas as orações dos santos. Porque os anjos recebem as trombetas mas esperam, enquanto outro anjo coloca no incensário as orações de todos os santos e oferece diante do Trono. As orações misturadas ao incenso de cheiro agradável sobe então às narinas de Deus. O incensário então é cheio com fogo do altar que é atirado à terra.
O efeito desse fogo é: 1 - Trovões. O barulho do trovão é produzido por um choque de poder entre as nuvens com cargas opostas de energia que produzem os relâmpagos; a voz de Deus quando soava na terra era ouvida como um trovão.
2 – Vozes – talvez as vozes de todos os santos em oração. O som das nossas palavras recolhido pelo Senhor, já que as ondas sonoras caminham por tempo indefinido. A palavra-oração que se junta ao Verbo de Deus gerando a realidade do Reino de Deus na terra. Essas vozes foram ouvidas ao ser derramada a sétima taça (16:18) quando saiu grande VOZ do santuário, do lado do trono, dizendo: FEITO ESTÁ.
Além dos trovões (manifestação da voz de Deus); relâmpagos (a manifestação de Jesus cortando os céus do oriente ao ocidente); as vozes e o grande terremoto. Esse terremoto é melhor explicado no cap.16:18-20 e provocou também um desabamento do céu sob forma de chuva de pedras enormes.
Em outras palavras, as orações dos santos, adicionadas ao poder de Deus, determinaram a destruição global.
Até o quinto selo vemos a ação de Satanás e seus cavaleiros, além da perseguição e martírio dos santos. Mas algo muda a partir do sexto selo, (que já menciona o grande terremoto) e o sétimo selo, ambos determinando a destruição total.
Essa destruição que se segue, como efeito das orações da Igreja, é desencadeada e detalhada pelo toque de cada uma das trombetas. Quando a última trombeta tocou (11:15), “o reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos”.

A  Igreja como instrumento de juízo

Satanás comanda não somente campos de concentração com seus prisioneiros, mas ele detém o poder sobre todas as estruturas da nossa civilização. Diz a Palavra de Deus que o mundo jaz no maligno, ou seja, está repousando, apoiado em pilares de iniquidade.
Se pudermos imaginar, veríamos que existe uma cidade nas regiões celestiais cuja sombra se projeta sobre o nosso mundo físico aqui na terra – como se fosse uma imagem de espelho. Tudo o que primeiramente é definido no reino do espírito, acaba se realizando em nosso mundo visível.
Temos as nossas estruturas sociais, legislativas, políticas, morais, econômicas, educacionais, etc... Na base de seu funcionamento vamos encontrar o pecado operando, gerando todo tipo de injustiças, abusos e exploração do ser humano. Satanás tem infligido grande humilhação e sofrimento à humanidade através das guerras, fome, peste, violência  e desamor.
Quando a igreja se santifica, se une e se fortalece na autoridade do nome de Jesus, o confronto cresce nas regiões celestiais. Se há um ataque pesado contra Mamom, o deus do dinheiro, ele vai se enfraquecer. Como conseqüência, o pecado que sustenta a estrutura econômica vai diminuir e todo esquema econômico do mundo se tornará instável.
Uma grande crise poderá ser provocada pela oração em guerra da igreja contra as estruturas de pecado que sustentam este mundo comandado pelo maligno. Isto é o que está para acontecer. Os juízos de Deus descritos em Apocalipse serão desencadeados pela igreja, quando, em sua batalha nas regiões celestiais, contra principados e potestades, tiver derrotado os príncipes das trevas que governam nosso mundo. Tudo que estiver apoiado no poder do mal vai ruir para que surja um novo reino de justiça e paz.
As fortalezas que hoje estão nas regiões celestiais virão abaixo e Satanás será lançado na terra, a caminho do inferno, enquanto a igreja inicia sua subida para junto de Deus. Cai o poder de Satanás, sobe o poder de Jesus e sua Noiva. Apocalipse 12:7-12

Tudo Se Fez Novo

 O livro do Apocalipse, logo no início da capítulo 21, nos revela algo da nova ordem de coisas  que serão estabelecidas. O apóstolo João viu e deixou registrado para nós, ‘um novo céu e uma nova terra’. Ele explica que ‘já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe’.
O mar na Bíblia é uma referência aos diversos povos, donde compreendemos que, nessa nova realidade, haverá, como no começo, um só povo.
João viu a Cidade Santa, a nova Jerusalém que descia do céu e ele ouviu uma grande voz do céu que dizia: ‘Eis o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus’.
“Já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21.4b). Após os três primeiros capítulos de Apocalipse, o apóstolo usa a expressão ‘depois destas coisas’. Significa que, depois de Jesus tratar com a sua Igreja, entrariam os julgamentos sobre o mundo. E, depois desses julgamentos, ou seja, já passadas essas primeiras coisas, veríamos uma nova ordem e governo sobre a terra. Para o  povo de Deus então, já terá passado o tempo das lágrimas, pranto, luto, morte e dor (Ap 21.4).
 Nós ainda estamos no início de um processo de restauração através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Começou pela restauração de nosso espírito e deve alcançar nossa alma e o corpo que será glorificado.
As nossas emoções vão ser saradas e também nosso corpo não sofrerá doença e morte. O Cristo reinando, fará novas todas as coisas.
“E o que está assentado sobre o trono disse: ‘eis que faço novas todas as coisas’.
João  nos diz que “todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.
Aquele mesmo que fez todas as coisas, vai  refazê-las! No entanto, “As promessas são para o vencedor”(vs 7). O vencedor é aquele que  permanece em Cristo.
E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos (I Co  15.28).
Podemos fazer um paralelo, comparando os templos de Deus às etapas de restauração do homem: corpo, alma e espírito. O primeiro templo foi erguido por Salomão. O segundo templo, foi erguido por Esdras, no tempo do retorno do cativeiro Babilônico para Jerusalém.
O terceiro templo estará na nova Jerusalém. “Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra” (Ap 7.15).
 Há 1ª coisas que estamos vivendo agora. Há 2ª coisas, que Deus mostra a  João sobre o futuro; mas haverá  muitas coisas ainda não reveladas.
Estamos sendo transformados de glória em glória à sua própria imagem (II Co 3:18).
 O tempo agora é de “ ... restauração da vista aos cegos” (Is 61; Lc 4:18).
 Mas quem são os cegos?
 O Senhor explica: “... afim de que os que não vêem vejam e os que vêem se tornem cegos.”  Jesus estava dizendo que ele era a luz, mas eles preferiam as trevas, onde não se pode enxergar. Queriam permanecer em sua cegueira espiritual. A questão é que estamos incapacitados de ver a glória de Deus, percerber a  presença do Reino entre nós, não sabemos voltar ao Jardim do Éden, o lugar  da comunhão com Deus. Mas Jesus está nos dizendo que Ele é o caminho, Ele rasgou o véu entre uma e outra dimensão, podemos retornar a dimensão espiritual e desfrutar da presença do Pai. O caminho está diante de nós e seguimos como cegos, como os discípulos indo para Emaús.  Jesus nos advertiu a não buscá-lo fora de nós Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós” (Lc 17.21). “O reino de Deus está dentro de nós” (Jo 9:39).
 O mestre do engano que opera hoje nessa dimensão, nos  ilude com a idéia de que Deus está  além do nosso alcance; mas Ele já veio ao nosso encontro e nos achou em Jesus Cristo.
 A glória de Deus está presente em nós, e ela é a manifestação do caráter de Deus. Ele é onipresente; Jesus se faz presente onde houver dois ou três reunidos em seu nome, mas nós continuamos buscando um Deus inascessível.
Buscar-me-ei e me achareis quando me buscares de todo o vosso coração.” Quando buscamos com intensidade, vamos penetrar nas regiões celestiais que nos cercam; nossos olhos  se abrirão.
Hoje, quando aprendemos a entrar com facilidade na dimensão do Espírito, vamos transitar cada vez mais sem fronteiras entre as duas dimensões e estabelecemos a comunhão com Deus quase automaticamente.
A carne já não pode nos impedir com tanta tirania.
Quando exercitamos isso muito naturalmente, começamos a pensar que algo está errado! O próprio espírito do engano tenta nos impedir com o argumento de que isso não pode ser tão fácil e espontâneo assim. Imaginam que para se falar em línguas, ou se mover em Espírito é preciso estar de joelhos, ou no templo, numa atitude ou posição religiosa, talvez em meditação... Podemos achar que a experiência “sagrada” se torna banal se não “lavarmos as mãos antes da refeição”, como ordena a lei.
Ainda nos assusta a possibilidade de contemplarmos a glória de Deus com o rosto descoberto. Ainda estamos com um pezinho no Sinai, onde o povo ficou apavorado com a manifestação do poder de Deus, mas já deveríamos estar no Monte Sião, no monte da transfiguração, contemplando, de olhos abertos, a glória de Deus.
Porque razão nossa visão continua tão fraca e pequena.
Nicodemos estava diante do filho de Deus, a manifestação do Reino e não o via. Jesus atribui isso à operação do engano, aos espíritos religiosos e Belzebu, que é o Pai da Mentira e impede a manifestação da verdade.
O próprio Deus está buscando adoradores que o adorem em Espírito e em Verdade (Jo 4), que estejam livres dos fardos da religião e tradição.
Ainda que por instantes, os discípulos tiveram uma visão no monte da transfiguração; eles tiveram seus olhos espirituais abertos e entraram na dimensão celestial. Puderam contemplar Jesus em espírito e ver sua glória. Nós também precisamos crer para ver; contemplar o Reino e seu Rei.
Quando cremos na Verdade da Palavra, a operação do engano perde sua força; a luz supera as trevas e, eis que estamos vendo!
“... Agora vemos por espelho; então o veremos face a face” (I Co 13.12).
Maria Madalena estava chorando, buscando o corpo físico de Jesus. Ele estava ressucitado à sua frente e ela não o viu. Foi preciso chamá-la pelo seu nome para que ela o reconhecesse.
Precisamos ver a Verdade que nos liberta dessa condição de prisioneiros do engano. Precisamos perceber que tudo se fez novo e entender os tempos e o tempo em que estamos vivendo, enquanto, como Igreja, nos preparamos para reinar com o Rei.